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Uma escolha bem sucedida da Lente Intraocular (LIO) depende de medidas anatômicas acuradas realizadas “in vivo” no olho humano, associado a cálculos matemáticos avançados no intuito de realizar uma previsão do grau da LIO.
Em olhos que nunca foram operados e utilizando os melhores equipamentos e fórmulas matemáticas de última geração, 97 % deles ficam com erro refracional menor que 0,50 dioptrias após a cirurgia da catarata.
Porém em olhos já submetidos a cirurgia refrativa, o desafio do cálculo da LIO é ampliado porque a óptica da córnea se modifica e isto altera os dados da geometria da córnea e a posição da LIO dentro do olho. Estes dados confundem as fórmulas matemáticas e então é mais freqüente que após a cirurgia de catarata, em olhos já submetidos a cirurgia de miopia, que fiquem com diferenças refracionais maiores que 0,50 dioptrias.
Além disso os pacientes estão cada vez mais com uma alta expectativa para ficarem livre dos óculos, e por isso este é um dos assuntos mais discutidos no campo da cirurgia da catarata.
Estudo recentemente publicado por Savini e colaboradores na revista Journal of Cataract and Refractive Surgery de setembro de 2010, determinou que a maioria das fórmulas existentes para cálculos de LIO em pacientes anteriormente submetidos à cirurgia refrativa, conseguem resultados de até 0,50 dioptrias em 55% dos casos, e de até 1 dioptria em 85% dos casos.
Outro achado interessante em pesquisas de Savini e de Wang e colaboradores foi que fórmulas para cálculo da LIO que utilizam dados anteriores à cirurgia refrativa tiveram resultados piores do que aquelas que só utilizam dados coletados depois da cirurgia refrativa.
Em relação ao equipamento que coleta os dados anatômicos do olho “in vivo”, artigo de Shammas e Chan relata que as medidas realizadas pelo aparelho de interferometria óptica parcial se mostraram altamente precisos.
Concluindo, utilizar dados atuais, equipamentos de coerência óptica e fórmulas adequadas para cálculo da LIO contribuem com melhores resultados na cirurgia da catarata em pacientes previamente submetidos a cirurgia refrativa.